Natal…?


Mais um Natal…Confesso que gosto muito do Natal. Aprecio os votos sinceros de Boas Festas. Gosto de receber, mas tenho o mesmo prazer em oferecer. O acto de escolher algo para oferecer alguém,a procura, a compra, a entrega e a constatação que agradou é uma sensação óptima.
O Natal é então dar? É consumismo? É só para os que têm posses? É o Natal «possível» sem dinheiro?
O Pai Pobre dizia: “O amor ao dinheiro é a raíz de todo o mal.” O Pai Rico: ” A falta de dinheiro é a raíz de todo o mal.”
Na minha opinião, Natal sem dinheiro não é possível. Desculpem a franqueza e se estou a ser materialista. Mas, estarei?
Têm aqueles que têm mais ou todas as possibilidades um Natal mais feliz? Não sei, mas muitos não têm. Porquê?
Talvez falte o espírito Natalício… Mas o que é isso?
Para mim é o poder demonstrar a alguém o apreço que tenho por ela e o agradecimento por conhecê-la e por ter trazido algo de bom e positivo à minha vida (aqui sem qualquer referência materialista). Por isso, o Natal representa um gesto. Tal como fazemos anos e somos «presenteados» com a companhia e as palavras sinceras daqueles que estão presentes nas boas e más horas, a 25, ou melhor, 24 de Dezembro é o segundo aniversário dessas pessoas.
Sou incapaz de oferecer algo que não gosto, mas confesso que vejo muitas pessoas e com posses a oferecer algo como obrigação da época. Mas é como as palavras, quando não são sentidas, não são verdadeiras e não passam a mensagem. Perde-se o gesto, é o outro lado do Natal.
Continuarão muitos a dizer que é uma visão demasiado materialista da época…
Mas, e o prazer de receber família e amigos e oferecer uma refeição com todos as doçarias da época? E a consoada?
Como se torna isso possível?

Por isso, e sem hipocrisia, aquilo que vos desejo: saúde (não se pode usufruir de nada, ou da mesma forma, sem ela), amor para dar e receber (portos seguros são indispensáveis) e muita riqueza!
Bom Natal!

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