Um Feliz e Santo Natal !!!


São as palavras mais faladas e escritas. Enviam-se e-mails, mensagens sms, postais do correio, enfim o que se puder para fazer chegar a nossa missiva nesta época. Que cada um de nós saiba reconhecer o que de bom tem nas nossas vidas, que tenhamos mestria em ultrapassar momentos não tão bons para que em épocas como estas possamos olhar para trás, sorrir e agradecer.
Por isso, e tal como a alguns de vós vos escrevi e agora para todos os que por aqui detenham os olhos, desejo um Feliz e Santo Natal e que cada dia do próximo ano seja um verdadeiro presente para as vossas vidas.

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Se tens mais de 25 anos..


Não resisto a transcrever este mail do meu primo Carlos Filipe.

TIVEMOS SORTE…

Para quem já tem mais de 25 anos…faz pensar que até tivemos sorte….

Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos. Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air-bag.

Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos boleia.

Bebíamos água directamente da mangueira e não da garrafa. Gastámos horas a construir os nossos carrinhos de rolamentos para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido dos travões. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.

Saíamos de casa de manhã, brincávamos o dia inteiro, e só voltávamos quando se acendiam as luzes da rua. Ninguém nos podia localizar. Não havia telemóveis. Nós partimos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós próprios.

Tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto. Comemos doces e bebemos refrigerantes mas não éramos obesos. Estávamos sempre ao ar livre, a correr e a brincar. Compartilhamos garrafas de refrigerante e ninguém morreu por causa disso. Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo-games, 99 canais por cabo, filmes em vídeo, surround, telemóveis, computadores ou Internet.

Nós tivemos amigos. Nós saíamos e íamos ter com eles. Íamos de bicicleta ou a pé até casa deles e batíamos à porta. Imaginem tal uma coisa! Sem pedir autorização aos pais, por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável! Como conseguimos fazer isto?

Fizemos jogos com bastões e bolas de ténis e comemos minhocas e, embora nos tenham dito que aconteceria, nunca nos caíram os olhos ou as minhocas ficaram vivas na nossa barriga para sempre. Nos jogos da escola, nem toda a gente fazia parte da equipa. Os que não fizeram tiveram que aprender a lidar com a decepção…

Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano! Que horror! Não inventavam testes extras. Éramos responsáveis por nossas acções e arcávamos com as consequências.

Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A ideia de um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível! Eles protegiam as leis! Imaginem!

A nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores.

Os últimos 50 anos foram uma explosão de inovações e novas ideias.

Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com isso.

Tu és um deles.

Parabéns!

Excesso de velocidade…a falsa questão.


Todos aqueles que me conhecem, sabem do meu gosto pelos automóveis, da mesma forma que por vezes tenho um pouco o chamado “pé pesado”. Da mesma forma que entre o círculo de amigos referencio que as culpas de elevada sinistralidade são demadiado fáceis de atribuir a uma falsa questão: excesso de velocidade! Quando o presidente das escolas de condução foi apanhado a conduzir a velocidades perto dos 200 km/h e este disse que os limites de velocidades estavam desactualizados, foi crucificado. A condenação pública foi num programa da RTP1 quando disse que ainda bem que nem todos cumpriam os limites de velocidade, pois então haveriam mais acidentes. Foi nesta altura que todos os presentes o apelidaram de tudo e mais alguma coisa. Esses mesmos convidados que sem qualquer menor dúvida, entram numa auto-estrada e deslocam-se a uma velocidade máxima de 120 km/h (parece que houve um dia que um deles perdeu a cabeça e acelerou a uns vertiginosos 135 km/h! ), sempre que entram dentro de uma localidade (bem delimitada geográficamente sem deixar dúvidas) reduzem a sua marcha para os 50 km/h, etc, etc, etc! Quero ver o que vão apelidar a Sousa Tavares.
Sem querer estar a fazer propaganda à pessoa em si, o que é certo, na minha opinião, é que em duas semanas seguidas põe o dedo na ferida e chama “os bois pelos nomes”. Aliás, é sua imagem de marca a frontalidade com que aborda todas as questões, independentemente se se goste ou não, ou se terá razão ou não, pois umas vezes sim e outras nem por isso. Adiante…

Quando tirei a carta, as manobras avaliadas eram, o estacionamento que tinha de ser executado penso que num máximo de três tentativas sem tocar o passeio (acho que agora já se pode tocar mas não subir…que sorte!), a inversão de marcha se possível numa rua com inclinação para fazer o ponto de embraiagem ( o travão de mão é só para deixar o carro em segurança) e claro está, as trajectórias de mudança de direcção bem perpendiculares. Estou APTO para ir para a estrada!
Também se chumbasse, comprava um daqueles carros que não é preciso carta e dava umas voltas por aí….com segurança claro, não fossem aqueles modelos protótipos de segurança máxima, passiva e activa!
Mas que diabo!
Se eu não estacionar à primeira, estaciono à segunda,subo o passeio 4 vezes (sou eu que pago os pneus, suspensões, etc). Tento mais uma vez…Merd…o buraco parecia maior! Ali à frente há outro…e posso meter de frente. Inversão de marcha. De novo, não sai à primeira! Irra, que dia! Sim, sim apita….também estou com pressa!!! Sim…traz duas caixas pra mim!
Fala-se em meios de segurança, airbags de série laterais, de passageiro, abs, controle de tracção, etc. Óptimo! Mas, com tanta tecnologia, porque não se obriga aos construtores a incluir de série dispositivos de análise automática de pneus, e luzes entre outros. Uma falha de uma luz num stop pode ser catastrófica! Alguém se lembra do Lancia Y10 que trazia um painel em que assinalava as falhas de iluminação mal se rodava a chave? Já lá vão uns anos e não era topo de gama! Como raio vou eu saber num determinado momento se os “stop’s” se fundiram !? E os “piscas” ?! Pois, há muito boa gente que sinalizar a mudança de direcção é só quando calha… A isto, junte-se que na maior parte das estradas portuguesas o horizonte de visão são os 10 metros imediatos à nossa frente para ver se não mudamos a forma do pneu num buraco já histórico e conhecido do tipo : Seremos breves! No Inverno, é mais emotivo, pois não sabemos se…BUM!!! Era um buraco… Pois..mas oh querida, estava coberto com água…Ah, estava bem sinalizado? Não vi essa placa grande…
Enfim auto-estrada!!! Só me falta passar a prova de aquaplaning… Pessoalmente é a que mais gosto. Nunca sei qual a primeira roda a ganhar tracção e por isso tenho de estar à espera para que lado o carro vai guinar….

Para terminar (por hoje), quero deixar bem claro, o meu enorme respeito para com as vítimas de sinistros e todas as pessoas a quem este pesadelo toca de perto e para o resto da vida. Aliás, por ser demasiado sério, é que não se devia atribuir de forma ligeira todas culpas a uma única causa.

Já agora, quando circulam numa rotunda e se preparam para sair dela,quantos assinalam ou vêem assinalar a mudança de direcção respectiva (dar o pisca) ?

Actividade…


O prédio está em plena actividade…hoje não se janta, ceia-se!
Bom Apetite!!!

Luz


Enquanto não é restabelecida a electricidade e o portátil tem bateria, aproveito para escrever um pouco.
A noite está fria mas magnífica. A lua está deslumbrante, brilhante e as estrelas avistam-se sem problemas. Não há luz terrestre que interfira com elas dando assim hipótese a que se possa observar todo o esplendor do céu.
Apesar de todo este cenário ocorre-me pensar em todas aquelas pessoas que, no Século em que estamos, esta é uma noite como tantas outras, e que o romantismo de uma noite sem luz por motivos alheios a nós, é para essas, uma consequência ou da localização ou da condição social, ou mesmo de ambas. Não será este um bem de primeira necessidade? Não estará à frente de um ensino superior gratuito? Não poderia haver, mediante de um atestado de pobreza, uma quantidade de energia gratuita para esses? Ou será que haveria o oportunismo típico de alguns, a ir entregar esse atestado de automóvel?
Já lá vai hora e meia e nada…
A bateria está a queixar-se…
Mal esteja restabelecida, faço o “post”…

Aqui está ele.

O dedo numa ferida…por Miguel Sousa Tavares


na sociedade portuguesa:Qual É a Alternativa?

Excelente o bartoon do Público!